sábado, 31 de dezembro de 2011

Bom ano e primeiro aniversário do Blog

Olá Amantes de Cavalos! Como estão?
Queria vos fazer comunicado de que, como já sabem, a partir das 00h vai ser a passagem de ano de 2011 para 2012. Espero que tudo vos corra bem e que entrem com o pé certo para um ano cheio de recordações valiosas... 

Mas não tenho só isto para dizer. O Blog ''Amantes de Cavalos'' foi criado no dia 31 de Dezembro de 2010 e hoje faz o seu primeiro ano de existência! 
Com 49 seguidores espetaculares que cada vez gostam mais dos nossos queridos cavalos e com quase de 60 mil visualizações de todo o mundo, este blog está a ser um Sucesso! Muito obrigada a todos, que tenham contribuído para que este Blog seja um lugar interessante cheio de informações sobre os cavalos.

Muitas felicidades,



segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Equitação

Que tal foi o vosso natal?

Desculpem, de não escrever nada aqui no Blog durante véspera de Natal. Aliás, durante estas férias não me tenho dedicado muito ao Blog. Venho um pouco atrasada, eu sei porém, mais vale tarde que nunca!

 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Cavalo morre após ser espancado por trabalhador rural em Anápolis (no Brasil)

  • Agressão aconteceu depois que o animal fraturou a pata e caiu, diz polícia. O cavalo pertencia ao filho do agressor, um menino de 10 anos.

    Um trabalhador rural de 33 anos foi preso na manhã desta quarta-feira (21) em Anápolis, a 55 km de Goiânia, suspeito de matar a pauladas um cavalo. De acordo com o sargento da Polícia Militar (PM) João Jair Francisco de Sá, o animal era do filho do agressor, um menino de 10 anos.

    Segundo o sargento, o homem, que trabalha na zona rural de Anápolis, montava o cavalo até à cidade quando o animal fraturou uma das patas e caiu. Testemunhas contaram que, após a queda, o homem espancou o cavalo com um pedaço de pau. O animal ainda teria levantado e andado cerca de 40 metros, até que caiu e faleceu.

     

    O sargento informou que o cavalo estava com ferimentos por todo o corpo e um corte na cabeça. De acordo com a polícia, o homem confirmou que bateu no animal minutos antes dele morrer, mas negou tê-lo agredido anteriormente. O animal estava com a família há aproximadamente um ano.
     

    Na delegacia, a Polícia Civil registou contra o suspeito um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por maus-tratos. Hoje, ele pode ter sido liberado. Se for condenado, o trabalhador rural pode ficar até dois anos cumprindo medidas sócio-educativas.
     

    domingo, 18 de dezembro de 2011

    Regras de segurança elementares

    - Ao pôr ou tirar um cavalo de uma boxe, deve abrir-se completamente a porta e passar por ela à frente do cavalo, para evitar ser-se entalado ou encurralado a um canto. 

    - Há que ter cuidado com disputas e reações dos cavalos uns com os outros, porque mesmo um animal dócil pode ser muito agressivo com os outros, sobretudo durante a distribuição da ração.
     

    - Nunca efetuar correrias ou algazarras na proximidade dos cavalos (cavalariças, picadeiros ou campos de treino) pois são animais que necessitam de ambiente tranquilo para não se enervarem e poderem ser facilmente tratados ou trabalharem bem.
     

    - Nunca entrar num picadeiro sem antes parar e pedir autorização para entrar, não só como norma de cortesia tradicional como por razões de segurança dos cavaleiros que nele evoluem e do próprio que pode ser atropelado, por não ter visto no exato momento da entrada.
     

    - A circulação dentro de um picadeiro (ou de um campo de treino), em Portugal, tal como nas estradas e caminhos, faz-se pela direita, pelo que a pista da parede ou exterior pertence a quem trabalha para a mão esquerda e a interior a quem faz para a direita, observando-se ainda as seguintes regras:
    (Organização do picadeiros - Prioridades)

    •  Quem trabalha em círculo deve dar prioridade a quem se aproxima na pista, independentemente do lado se desloca;
    • Quem trabalha ou descansa a passo, não tem direito a ocupar a pista.; (um dos nomes que se dá à pista exterior, ou seja, o corredor onde fica mais próximo do limite do picadeiro chama-se teia.)
    • Em Portugal, o cavaleiro que circula para a mão direita, cede a pista ao que se apresenta pela frente e que vai cruzar-se com ele, circulando para a mão esquerda as ultrapassagens, de resto a evitar o mais possível, fazem-se sempre dentro e não entre o ultrapassado e a parede;
    • Quando evoluem duas escolas ou vários cavaleiros em trabalho individual convém que os trabalhos em círculos sejam repartidos pelos dois topos do picadeiro, num deles para a mão esquerda e no outro para a mão direita;
    • Deve haver a preocupação permanente de deixar a pista livre para quem trabalha, nunca parando nela ou, qualquer forma, cortando a circulação sem a prévia anuência dos demais cavaleiros, por exemplo, para colocar um obstáculo, ajustar a cilha ou os estribos, atender o telemóvel, etc.
    • Uma escola nunca deve formar-se em ''fila'' uns atrás dos outros, para evitar querelas e coices entre os cavalos, nem ao longo da parece, sobre a pista, impedindo a circulação, mas sempre lado a lado e sobre a linha do meio do picadeiro.

     (Organização do picadeiro - Filas)

    • Depois de montar, há que manter a imobilidade até ser recebida a ordem de avançar. Uma vez em movimento é importante não deixar alcançar o cavalo da frente, para evitar as consequências, muitas vezes graves, de coices de reação. No exterior, o intervalo recomendado é de cerca de um comprimento de cavalo.
    • Nenhum aluno pode montar sem proteção de cabeça (toque ou capacete) e as pernas bem protegidas com botas ou polainas, além de não dever usar calçado sem tacões porque o pé pode enfiar-se perigosamente no estribo.

    Terminologia própria

    Em equitação, como nos demais desportos, existem expressões que lhe são próprias e que é preciso conhecer para que haja entendimento entre quem ensina e quem aprende. Vejamos algumas delas:
    • Picadeiro é, normalmente, um grande espaço retangular onde evoluem os cavaleiros. Pode ser no interior de um edifício próprio e diz-se picadeiro coberto ou ser demarcado no exterior por uma cerca ou vedação e diz-se picadeiro descoberto. Quando expressamente utilizado para o treino ou competição de Ensino (dressage) terá as dimensões 20x60 ou de 20x40 metros e determinadas letras bem visíveis afixadas na sua periferia, para servirem de referência aos diferentes exercícios a executar nas diferentes provas.


      Pódio d'Aventura, Centro Hípico
      • Campo de treino (a que os franceses chamam ''carriére''), não é mais do que um grande recinto exterior vedado com piso adequado, onde os cavaleiros podem treinar geralmente obstáculos mas também ensino, ou como agora se diz, ''trabalho no plano''.


        Les Ecuries de la Boissière, França
        • Pista é o caminho que seguem os cavalos àvolta do picadeiro ou do campo de treino, podendo circular para a mão direita ou para a mão esquerda conforme rodam ou voltam para um ou outro lado. Podemos imaginar uma pista exterior junto à parede ou vedação e outra pista inferior paralela àquela e cerca de 1 metro para o interior dela.
        Centro hípico de Palmela, em Arraiados

        • Mudar de mão significa mudar o sentido no qual o cavaleiro circula no interior do picadeiro, geralmente tomando uma diagonal algumas passadas após a passagem do segundo canto e retomando a pista, para a mão contrária, 3 a 4 metros (mais ou menos o comprimento de dois cavalos) antes do novo primeiro canto.
        Esquema simplificado para mudar de mão

        • Escola é o grupo de cavaleiros e cavalos (conjuntos), geralmente a mesmo nível, que montam simultâneamente sob as ordens de um mesmo instrutor. ''Formar escola'' significa os cavaleiros materem-se atrás de um fila-guia, uns a seguir aos outros.


        Raças (Connemara)

        Os póneis de Connemara (altura: 135 a 148cm) foram provavelmente introduzidos pelos Celtas quando se fixaram no Sudoeste de Inglaterra e na Irlanda a partir do século V a.C.

        Noutras regiões deram gradualmente lugar aos cavalos grandes; somente nas colinas e nas charnecas agrestes e inóspitas da costa ocidental da Irlanda, em Connemara, é que os resistentes cavalos pequenos sobreviveram à Natureza e ao Homem.

        Ao longo dos séculos, a criação natural seletiva resultou numa raça incrivelmente robusta e resistente. No final do século XVI, foi introduzido sangue dos Ginetes espanhóis, que se crê terem chegado a esta região após o naufrágio da Invencível Armada, em 1588. Mais recentemente, tem sido prática corrente o cruzamento desta raça, registada como ''Connemara'', com Puros-Sangue Ingleses e Árabes.
        O resultado são cavalos de saltos como o conhecido Dundrum, que descende de uma égua Connemara e do Puro-Sangue Inglês Little Heaven (que, com apenas uma altura de 146cm, vencia facilmente obstáculos de 2,10m) ou como o célebre Stroller.

        O Connemara é um cavalo muito ágil, de passo seguro e bom no salto, ótimo em todas as modalidades equestres e de atrelados.

        É um animal tenaz e perseverante, com andamentos agradáveis, amigável e calmo. Os cavalos tendinosos são ideias como companheiros de lazer para miúdos e graúdos. Já deram também provas como póneis de pólo e cavalos de caça.